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Áreas terapeuticas
A hipertensão Arterial é assassina e silenciosa. Em Portugal, existem cerca de 3 milhões de Portugueses hipertensos e só cerca de metade destes sabe ter a pressão arterial elevada.
A HTA (Hipertensão Arterial) é um factor de risco importantíssimo para a doença cardiovascular, principal causa de morte e incapacidade no nosso País. Hoje sabe-se que a adopção de um estilo de vida saudável pode prevenir, pelo menos em parte, o aparecimento de HTA.
Está bem demonstrado que uma pressão sistólica superior a 160mmHg ou uma diastólica superior a 95mmHg, triplicam o risco de acidente vascular cerebral (AVC), duplicando também o risco de doença coronária.
Hoje, de acordo com as normas internacionais, aceita-se que existe hipertensão arterial quando a pressão arterial é superior a 140 mm Hg (pressão sistólica) e / ou 90 mm de Hg (pressão diastólica).
Nos primeiros anos, a HTA não provoca geralmente quaisquer sintomas ou sinais de doença, à excepção dos valores tensionais elevados detectáveis através da medição da pressão arterial. Contudo, com o passar do tempo, a pressão arterial elevada acaba por lesar os vasos sanguíneos e os principais órgãos vitais do organismo, ou seja o cérebro, o coração e o rim, provocando sintomas e sinais e o aparecimento de doença orgânica.
As principais doenças associadas à HTA, e por ela causadas, são: o AVC, a cardiopatia isquémica, incluindo a angina de peito, o enfarte do miocárdio e a morte súbita cardíaca; a insuficiência cardíaca; o aneurisma dissecante da aorta, a insuficiência renal e a doença arterial periférica (principalmente dos membros inferiores).
DETECÇÃO
Os benefícios da detecção precoce e do controlo da HTA na comunidade estão bem demonstrados.
Em Portugal, só cerca de metade dos hipertensos sabe que tem a pressão arterial elevada, cerca de 39 % dos doentes hipertensos está medicado e cerca de um nono dos doentes hipertensos (11 %) está controlado, ou seja apresenta pressões arteriais normais mesmo após estar diagnosticado e medicado.
É de notar todavia que estes números (que retratam um cenário pouco animador) representam já um grande avanço destes últimos anos, pois há quinze ou vinte anos só 5 ou 6 em cada 100 doentes hipertensos estavam controlados.
TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO
A adopção de um estilo de vida saudável proporciona geralmente uma descida significativa da pressão arterial, que pode ser suficiente para a baixar até valores normais. As vantagens que advêm de não ser, nestes casos, necessário recorrer a medicamentos (ou ser possível reduzir a sua quantidade) são por demais evidentes para necessitarem de ser enumeradas.
Assim sendo dever-se-á:
Reduzir o consumo de sal. A diminuição do consumo de sal reduz a pressão arterial em grande número dos hipertensos. Esta redução pode ser efectuada, não adicionando sal (ou reduzindo gradualmente a sua quantidade) quer durante a confecção dos alimentos, quer à mesa, evitando ainda ingerir alimentos salgados.
Efectuar exercício físico. Através de uma prática física regular pode-se reduzir significativamente a pressão arterial. O exercício escolhido deve compreender movimentos cíclicos (marcha, corrida, natação, dança). Os hipertensos devem evitar esforços (levantar pesos, empurrar móveis pesados), que aumentam a pressão arterial durante o esforço.
A prática de exercício deve ser progressiva, adequada à capacidade física do praticante e moderada, ou seja, não levar à exaustão.
Perder peso, se houver excesso deste. A perda de peso por si só reduz a pressão arterial.
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Quando as medidas não farmacológicas forem insuficientes na obtenção dos valores tensionais pretendidos, teremos de recorrer aos fármacos. No entanto há que ter presente que os fármacos não curam a HTA, somente a controlam. Por isso, uma vez iniciado, o tratamento medicamentoso deverá em princípio ser continuado e mantido por toda a vida. A terapêutica farmacológica, escolha de fármacos, adaptação das doses e esquema posológico devem ser indicados pelo médico e não por qualquer outro amigo e/ ou conhecido. Só o seu médico tem conhecimentos que lhe permitem controlar adequadamente a sua pressão arterial.
Os objectivos da terapêutica farmacológica são controlar a pressão arterial com o menor número e a menor dose de fármacos. Menos medicamento significa menos efeitos indesejáveis e menos despesa para o doente. O objectivo da terapêutica em termos tensionais deverá ser o de obter valores iguais ou inferiores a 140/90 mmHg, embora nos indivíduos idosos se possam aceitar valores um pouco mais elevados. Nos diabéticos pretende-se atingir níveis tensionais ainda mais baixos do que os valores de referência citados.
Um dos aspectos mais frequentemente esquecidos é o de ser necessário controlar também os outros factores de risco associados à doença vascular, tais como a dislipidémia, a obesidade, o tabaco, o álcool, o sedentarismo, tão frequentes nos indivíduos com hipertensão. Este aspecto é fundamental para se obter o objectivo final do tratamento que é o de prevenir as complicações cardiovasculares causadas por esta.
Finalmente, não esquecer que nem todos os doentes reagem do mesmo modo aos diferentes fármacos anti-hipertensores. Um mesmo fármaco, que controla facilmente um doente, pode causar efeitos secundários intoleráveis noutro. No entanto, temos hoje em dia um arsenal terapêutico tão lato que, quando criteriosamente utilizado, permite controlar a hipertensão na maioria dos casos, com o menor número possível de efeitos adversos.
Esta conjugação de eficácia e menor número possível de efeitos adversos da medicação é essencial para responder ao maior desafio no tratamento da hipertensão - a Adesão à Terapêutica, como se depreende dos números já citado.
Os Laboratórios Delta/Grupo Rottapharm estão envolvidos na terapêutica da hipertensão arterial, comercializando vários medicamentos anti-hipertensores.

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