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Áreas terapeuticas
A Bronquite Crónica é uma das principais doenças (a par do enfisema pulmonar) do conjunto de doenças respiratórias denominadas de DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica..
A característica mais comum daDPOC é a restrição tanto da entrada, como da saída de ar dos pulmões, provocando sensação de falta de ar.
A bronquite crónica manifesta-se por tosse frequente e produção aumentada de expectoração. Esta tosse é definida como crónica quando ocorre pelo menos em 3 meses do ano, durante 2 anos consecutivos.
Na Bronquite Crónica, as vias respiratórias ficam obstruídas pela expectoração (purulenta ou não). Adicionalmente a passagem de ar é dificultada pela inflamação e pelo espessamento da mucosa brônquica.
Por estas razões a falta de ar (dispneia) é uma das principais características clínicas da bronquite crónica ou das suas agudizações.
O Tabagismo é a primeira causa de Bronquite crónica, sendo responsável por 90% de todos os casos documentados de DPOC. Mas não são os fumadores os únicos que correm o risco de desenvolver DPOC. Os ex-fumadores e qualquer pessoa constantemente exposta ao fumo do tabaco (fumadores passivos) são também potenciais candidatos, assimcomo aqueles expostos a poluentes irritantes.
Em Portugal calcula-se em 700.000 o número de doentes com bronquite crónica.
Estatísticas Internacionais apontam a DPOC como a quarta causa de morte no mundo e uma das primeiras três causas de internamento nos países desenvolvidos. Dentro das principais causas de morte, a DPOC é a única cuja incidência e prevalência continua a aumentar.
EXACERBAÇÕES AGUDAS DA BRONQUITE CRÓNICA / DPOC
As exacerbações dos sintomas respiratórios, que evoluem com a necessidade de intervenção médica são eventos clínicos importantes na história dos doentes com Bronquite Crónica, apresentando impacto social e económico relevante.
O doente com Bronquite Crónica apresenta aproximadamente duas a três exacerbações da sua doença por ano, dependendo da gravidade da doença, sendo mais frequentes no Inverno.
A exacerbação aguda da Bronquite Crónica pode manifestar-se com diferentes formas clínicas e diversos níveis de gravidade.
O quadro clínico mais frequente é o aumento da dispneia (“ falta de ar ”). Pode ocorrer, também, aumento da tosse, aumento e/ou alteração do aspecto da expectoração, sibilos, (“pieira”), sensação de opressão no peito, cansaço e diminuição na tolerância ao exercício. A febre poderá ou não estar presente.
Irritabilidade, tremores, confusão mental, sonolência, coma e convulsão podem estar presentes nos casos mais graves.
A infecção da árvore traqueobrônquica é a causa mais frequente das exacerbações. No entanto outras causas poderão existir (ou co-existir) e deverão ser investigadas.
TRATAMENTO DA EXACERBAÇÃO AGUDA DA BRONQUITE CRÓNICA
Tratamento farmacológico
A terapêutica da exacerbação da bronquite crónica faz-se com a utilização de broncodilatadores e corticoides (essencialmente inalados), oxigeniterapia e medidas específicas para o tratamento da causa da exacerbação, como a antibioterapia.
A Antibioterapia deve ser reservada para os doentes com pneumonia e para aqueles que apresentarem, pelos menos, dois dos seguintes três sintomas: aumento da dispneia, alteração da cor da expectoração ou aumento do volume da expectoração.
Quando possível, deve utilizar-se os antibióticos de acordo com a sensibilidade do agente patogénico identificado.
No âmbito da antibioterapia empírica destas exacerbações agudas são frequentemente utilizados a amoxicilina, a associação amoxicilina-ácido clavulânico, as quinolonas (como por exemplo a prulifloxacina) e macrólidos, entre outros.

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